Ondulantes crinas emersas na maciez cinzelada destas águas-espelho, Outono-côr-de-prata, olhos que não querem aparecer liquefazendo-se paisagem-bruma, queda que não quer cair sonhando-se ícaro.
Vislumbro atravessando a propulsão do nevoeiro esculpindo-se em atmosfera-corpo, tilintar de fantasmas da tempestade que vem.
Cadência de sereias silhuetas-pele das águas, íntimas e imperscrutáveis figuras de proa riscando o aparecimento-enquanto do ténue.
A inclinação transfigurando corpo-mastro, vôo pelo quase Outono deste rio migrando pelo amplexo vibrátil do horizonte das águas, longínquas caudas-escamas prateadas de vento híbrido.
Magia e maciez. Vertigem e sinuosidade.
Deslize lumínico de infinitude em plenitude. À beira-rio, histórias-corpo-de-embalar. Outono à beira do Outono.

inês.

p.s. foto: Nathalie Warszewik .

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