ai, deu aqui uma vontade de falar aqui rapidinho uma coisa que é simples… que, ao que me parece, já se sabe, mas que se esquece que já se sabe… ou se esquece o que pode vir a ser… penso que não existe dança final, cada fazer configura uma diferença no anterior, e no próximo, e todos configuram uma diferença no mundo.. A dança já é, já está. Sussurro. Mas a cada dia, ou momento, há uma pergunta, ou várias. Se o sururu for mesmo uma maneira de estar em comunicação em sintonia com a pergunta que paira no ar, no entorno, e que reverbera em mim e no meu corpo de modo que se torna minha também… êxtase, rs. Hm… qual seria a pergunta? Junto com qual pergunta sururu vai dançar? Não tenho corpo de bailarina. Talvez uma leveza dos gestos se quebrem com um cotovelo que quebra antes ou mais depois, diante uma harmonia visual que pode ser considerada bela. Tenho estado no estúdio alguns dias a estudar a leveza dos movimentos no meu corpo, os que encontrei nas Olarias. Seria sobre o movimento exatamente aquele no momento exato, uma escuta afinada? Seria sobre se transformar ao fazer? Seria sobre se deixar levar pelos movimentos que pedem passagem? Seria sobre explorar o Largo e suas inúmeras possibilidades de encontro? E aprofundá-las? Seria sobre o prazer de se movimentar e poder comunicar algo ao mundo, e ter quem esteja contigo, olhando e se movimentando, escutando algo ali que talvez esteja sendo dito? Seria sobre caber, muito mais do que não caber? Pronto. Agora já posso já deixar essas perguntas, todas, irem-se embora. Vamos dançar. Até amanha! 🙂 eeeeeeeeee..

 

clara passaro

no largo das Olarias

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