Marianita do meu coração,

estes tempos tenho também dançado contigo no meu bolsinho inundado de purpurina, tantas saudades do brilho da tua presença  perto .

..  . … . alguns horizontes longínquos necessitam de espaços dilatados. histórias de barcos , marinheiros, desejos e sonhos vivos, como a amplitude da beleza e do talvez amor. tão longe e tão perto. a vibração do movimento por vezes veloz e feroz, ora, emergindo numa esfera de silêncio e lentidão quase inauditos. maré de transparências e invisibilidades.

continuo dançando a infinitude por entre esses lençóis de paisagens marítimas, o lugar-vertigem do quase encontro. uma espera-quase-sonho aparecendo impossível de se contar . por enquanto acompanho o segredo em dança na calma esperança de um dia calmaria. saboreando o lugar do sonho que confio vivo como um deslizamento ínfimo de nuvens, qual deslizar íntimo do corpo barco pela luminescente pele deste rio-mar.

Terno abraço em profundidade desde o Tejo.

ate breve. i

p.s. foto: rendez-vous-fantasma, enquanto cheguei ao cais o coração ja lá estava derramando-se desenhado em tons sangue-terracota pela pedra e por uma pedra-quase-coração  ~ ~   ~     ~      ~              ~

p.s. assunto: carta de ternura, inês ferreira com Mariana Viana *

p.s. cronos: 19:28, 26 de Fevereiro 2017 ou tempo intemporal.

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