“Bom dia senhor policial, aceita um café?” Poderia ter perguntado da janela da minha casa. Qual é o medo?
Por onde as artimanhas de existir? Faltou pouco, Mari. Mas também sinto que faltou muito, do que ainda logo está em nós. Ainda logo 😉
É zona de tensão. Estado de sítio, disse o Boing. Fronteira. Guerra.
Desobediência civil talvez seja desobedecer o que fica tão forte e enraizado em nós, digo eu. Quando parece que somos um só. Quando podíamos ser parceiros de um mesmo ato, senhor policial. É muita ingenuidade?
Para conversar talvez precisemos de um pouco menos de braveza. Mais açúcar, meu bem? Um pedaço de bolo?
Um pouco mais ou um pouco menos de tantas coisas que estão diante de nós. O que nos falta? O que nos sobra?
E se colocássemos tudo em cima da mesa?
Saímos de casa.
Com licença policial.
Há poucos passos, ainda na nossa imagin_ação, vamos tomar um café com os senhores e senhoras.

senha: palhaçxs sem fronteiras

Camila / Carmela
Curitiba

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