Parece que já é logo que vou vaguear por Paris em busca de uns tantos sinais de fumaça.  O que será isso de continuar perto e continuar longe?

Não é que eu pense exatamente no logo ali, mas, tal como nos planos que chamamos na vertical, quero estar atenta ao que liga a Rua Jeanne Hornet com a Rua dos Fanqueiros, com as Escadinhas da Saúde, com o Campo das Cebolas, e também Martim Muniz, Penha da França, Mercado da Ribeira, Belo Horizonte, São Paulo, Madrid, Curitiba, Milão, a carrinha da Coline que vagueia por aí e alguma casa na Estônia…

Ver esses tracejos ainda tão indefinidos e firmes diante dos olhos ou deve ser pouco juízo ou mania de boas expectativas ou os vinhos na casa da Jú. De todo modo, é só mais adiante que encontro de certeza aquelas linhas que sei mesmo sem saber – elas atravessam sim a Espanha em 17 segundos.

E então fico pensando antes de ir (ou de dormir) que se, parmi les chaussettes et les chaussures, eu sentir falta do toque ou do esbarrão, há sempre desse nosso encontro o que levo por dentro feito um segredo: o pé que toca o chão daqui, encontra o pé que toca o chão de lá (quase dando uma volta na terra) e esses não são os mesmos pés, nem os mesmos chãos, que andam a pintar algum lugar da China ou o Morro da Graça de verde porque já se arrancaram as árvores.

Carol

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