Aqui tudo é calmaria contrastante com o frenesim de pó da cidade. O corpo amanhece com o rio. O rio amanhece no corpo.
Corpo Vibrátil.
Respirando os caminhos de vibração de um corpo de encontro ao amplexo íntimo da paisagem.
Transpirar paisagem adormecendo com ela.
Luminosidade e Transumâncias do olhar. Dança em porosidade de partículas que se derramam pela pele do encontro movimento-brilho-trans-lucidez.
Transformando corpo, transformando paisagem, pela densidade do ar que atravessa ambos e é assim atravessado. Emergindo dois corpos-um.
Corpo vibrátil deslizando pelas membranas infimamente impossíveis desta paisagem-cais onde terra e rio sopram ao infinito o abraço de transudado encontro.
Lugar êmbolo de magia onde a esterilidade da inércia material vislumbra o encantamento da matéria.
Dança desnudando-se assim pela sinuosidade matéria-energia. Momento-enquantum o rio estende as suas asas negras tecidas de luz branca atirando-se em vertigem além mar.
O fantasma deste meu corpo imaterial navega pelo limiar transparente e obscuro da pele lumínica do rio.
Corpo gaivota em queda íntima e ascendente navegando ventanias de intermitência ar-vento-rio-fundo-do-mar. Dança documento vivo, maré da paisagem. Corpo à beira-cais lugar de emanência onde a queda nasce contínua e diagonal.

inês.

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